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Edição #9 - O CLARITY Act tem dez dias. Zero votos democratas confirmados. O Japão entrou com três bancos. E o Brasil revelou R$ 1,13 trilhão em stablecoins fora do radar do sistema financeiro.

O pulso quinzenal das moedas digitais #9 - CLARITY Act sem votos democratas, Japão lança stablecoin com 3 bancos e Brasil revela R$ 1,13 tri em stablecoins.


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O que esta quinzena nos ensina

1. O CLARITY Act entrou na fase de maior risco de sua história — e o tempo é o inimigo agora. O texto final chegou aos gabinetes, mas zero democratas confirmaram voto. Faltam sete para os 60 necessários. Se Thune não apresentar o encerramento de debate até 10 de agosto, a próxima janela real é novembro — depois das eleições, num cenário político completamente diferente.

2. A Ásia não está pilotando mais — está lançando produto. MUFG, SMBC e Mizuho não anunciaram testes: anunciaram emissão conjunta de stablecoin para o ano fiscal de 2026. Enquanto Washington ainda conta votos e o BCE negocia texto legal em triálogos, o modelo asiático de banco-no-centro já está pronto para operar em escala.

3. O Brasil tem R$ 1,13 trilhão de motivos para regular rápido — mas a régua certa ainda não existe. A proposta de retenção de 24h do BCB tenta colocar freio numa engrenagem que já processou 72% de todo o volume cripto declarado no país via stablecoins. A ABcripto já contesta formalmente. E a tensão entre dois enquadramentos regulatórios — Receita Federal e BCB tratando o mesmo ativo de formas diferentes — segue sem resolução.

A quinzena de 22 de julho de 2026 vai ser lembrada como o momento em que o mercado global de stablecoins deixou de esperar por regulação e passou a operar apesar dela. O CLARITY Act pode não sair do Senado. O euro digital pode não chegar a tempo. Mas o dinheiro digital não está esperando nenhum desses calendários.

RESUMO EXECUTIVO

EUA — CLARITY Act na zona de maior risco de sua história. Zero democratas confirmados. Três senadores em oposição formal. A plataforma Polymarket — que agrega expectativas do mercado sobre eventos futuros — projeta 33% de chances de aprovação em 2026. O prazo é 10 de agosto. Se o líder do Senado não apresentar formalmente o pedido de encerramento de debate esta semana, não há voto de verão. A próxima janela real seria novembro, no período pós-eleições.

Europa — Euro digital em negociações legislativas. Qivalis corre na frente. O Parlamento Europeu iniciou os triálogos para finalizar o marco jurídico do euro digital. Enquanto isso, o Qivalis — consórcio de 37 bancos europeus — aguarda licença do Banco Central Holandês para lançar sua stablecoin privada em euro no segundo semestre. Cada mês de atraso do euro público é um mês em que os privados definem os padrões do mercado.

Ásia — Três maiores bancos do Japão anunciam stablecoin conjunta. MUFG, SMBC e Mizuho confirmarão emissão de stablecoin em iene no ano fiscal de 2026. É o modelo asiático: bancos no centro, não fintechs. Hong Kong prepara os primeiros lançamentos regulados. Coreia do Sul propõe o modelo de “livro-razão único” como alternativa às stablecoins privadas.

🇧🇷 Brasil — BCB propõe retenção de 24h em remessas cripto. R$ 1,13 trilhão em stablecoins declaradas. Em 26 de junho, o Banco Central propôs retenção cautelar de até 24 horas em saídas cripto ao exterior acima de US$ 10 mil, com vigência em outubro. A ABcripto pediu formalmente a suspensão da medida. O Ministério da Fazenda revelou que R$ 1,13 trilhão em stablecoins foram declaradas à Receita Federal até dezembro de 2025 — 72% de todo volume cripto declarado no país.

🌎 América Latina — US$ 324 bilhões em stablecoins em 2025. Crescimento de 89% em relação ao ano anterior. Brasil responde por US$ 89 bilhões. O ban americano do dólar digital público consolida a dominância das stablecoins privadas em dólar na região. Peru implementa Travel Rule do GAFI em agosto.


Em 22 de julho de 2026, a senadora Cynthia Lummis publicou o texto final consolidado do Digital Asset Market Clarity Act (CLARITY Act — lei americana que define quem regula cada tipo de ativo digital), combinando as versões aprovadas pelos comitês Bancário e de Agricultura do Senado. O texto foi distribuído a todos os gabinetes. Uma votação estava prevista para a semana de 23 de julho. O prazo final antes do recesso de verão do Congresso é 10 de agosto.

O problema: no dia em que o texto foi divulgado, nenhum senador democrata havia confirmado apoio ao projeto. O CLARITY Act precisa de pelo menos 60 votos para ser aprovado sem obstrução — e os republicanos têm apenas 53 cadeiras no Senado. Faltam sete votos democratas que, até a data desta edição, não estão confirmados.

Do outro lado do mundo, o Banco Mitsubishi UFJ (MUFG), o Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC) e o Mizuho Bank — os três maiores bancos do Japão — anunciaram que vão emitir stablecoins em conjunto no ano fiscal de 2026. Com pilotos já em andamento com a Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA — Financial Services Agency) desde novembro de 2025, os três bancos não estão testando — estão anunciando o produto.

E no Brasil, o Banco Central do Brasil (BCB) acendeu um novo debate regulatório em 26 de junho: proposta de retenção cautelar de até 24 horas em operações cripto acima de US$ 10 mil destinadas ao exterior ou a carteiras autocustodiadas, com vigência prevista para outubro de 2026 — e oposição formal da ABcripto, que pediu a suspensão da medida. Enquanto isso, o Ministério da Fazenda revelou os números que explicam por que o BCB age: R$ 1,13 trilhão em stablecoins declaradas à Receita Federal no Brasil até dezembro de 2025 — 72% de todo o volume cripto declarado no país.


EUA — CLARITY Act na semana decisiva. Democratas não confirmam votos. Polymarket em 33%.

Em 22 de julho de 2026, os senadores republicanos divulgaram o texto final consolidado do CLARITY Act, incorporando tanto a versão aprovada pelo Comitê Bancário do Senado em maio quanto a do Comitê de Agricultura, além de linguagem de ética negociada com a Casa Branca. O líder da maioria do Senado, John Thune, prometeu levar o projeto ao plenário antes do recesso de verão, com a semana de 23 de julho como data-alvo.

O obstáculo central persiste: o texto divulgado omite a proposta que os democratas exigiram como condição para seus votos — a permissão para que procuradores-gerais estaduais movessem ações civis contra o governo federal por falhas na aplicação das regras de ética vinculadas aos negócios cripto do presidente Trump. No mesmo dia da divulgação do texto, os senadores Chris Murphy, Chris Van Hollen e Jeff Merkley realizaram uma entrevista coletiva anunciando oposição formal ao projeto.

“[tradução livre] Não passei anos nessa pauta para assistir outro país escrever as regras que governam os ativos que os americanos inventaram. Vamos aprovar o CLARITY Act." — Senadora Cynthia Lummis (X, @SenLummis, 8 jun 2026)

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou em 21 de julho que o projeto estava na “linha de um metro” antes do gol — a expressão americana para algo muito próximo do resultado final. Mas as senadoras Angela Alsobrooks e Ruben Gallego — os dois democratas que votaram a favor no comitê em maio — não confirmaram seus votos no plenário, com Alsobrooks citando questões de combate ao crime financeiro como “pendências não resolvidas”. Os senadores Mark Warner e Catherine Cortez Masto condicionaram seus votos ao aval dos órgãos de segurança pública sobre as regras para plataformas de finanças descentralizadas (DeFi — sistemas financeiros que operam sem bancos ou intermediários tradicionais) — aval que ainda não chegou.

O mercado reduziu suas expectativas. A Polymarket projeta 33% de chances de aprovação em 2026. A Galaxy Digital, que havia apostado US$ 10 milhões institucionalmente na aprovação, revisou sua estimativa para 30%. O analista Brian Gardner, da Stifel, foi preciso: se a aprovação não vier antes do final de julho, as perspectivas se deterioram materialmente. O próximo passo é o líder Thune decidir se apresenta formalmente o pedido de encerramento de debate — o procedimento que dá início à votação. Se ele não apresentar até 10 de agosto, não há voto de verão. A próxima janela real seria novembro, no período de lame duck após as eleições de meio de mandato.

O risco de longo prazo de não aprovar é claro: a orientação conjunta que a Securities and Exchange Commission (SEC — regulador americano de valores mobiliários) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC — regulador americano de derivativos) publicaram em março de 2026, classificando 16 tipos de ativos digitais, pode ser revogada por qualquer governo futuro sem precisar de aprovação do Congresso. Uma lei seria permanente. Uma orientação administrativa, não.

Na BBChain, compliance é diferencial competitivo. Independente do desfecho nas próximas semanas, o mercado já opera sob as regras propostas. Quem construiu a estrutura regulatória antes da lei não vai mudar nada quando ela vier. Vai apenas escalar.


Europa — Euro digital em triálogos. Qivalis aguarda licença. A corrida de padrões já começou.

O Parlamento Europeu realizou sua votação em plenário sobre o marco jurídico do euro digital em julho de 2026, dando início formal aos triálogos — o processo em que Parlamento, Comissão Europeia e os governos dos países membros negociam o texto final de uma lei europeia. O objetivo declarado pelos líderes europeus é concluir essas negociações até o final de 2026, para que o Banco Central Europeu (BCE) possa cumprir seu cronograma de emissão do euro digital em 2029.

Enquanto o processo legislativo avança, o mercado privado não espera. O Qivalis — consórcio de 37 bancos europeus de 15 países, incluindo BNP Paribas, ING, UniCredit e BBVA — aguarda a licença do Banco Central Holandês para funcionar como emissor de moeda eletrônica, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026. Em junho de 2026, o volume mensal de stablecoins em euro já havia superado 777 milhões de euros — crescimento de mais de dez vezes desde janeiro. Stablecoins em dólar, porém, ainda representam cerca de 98% do mercado global de US$ 320 bilhões.

“[tradução livre] Frankfurt não está perdendo uma corrida tecnológica. Está perdendo uma corrida de padrões — e padrões, uma vez definidos, são muito mais difíceis de deslocar do que código." — Forbes, 4 jun 2026

 

A frase da Forbes resume o que a Europa está enfrentando: cada mês que o euro digital passa em negociações legislativas é um mês em que as stablecoins privadas em euro — como a EURe da Monerium, que processou mais de 6 bilhões de euros em 2025, e a futura stablecoin do Qivalis — estabelecem as convenções sobre como um token em euro funciona e se move. O BCE pode ter a melhor arquitetura tecnológica. Mas o mercado vai se adaptar às convenções que já existem quando o euro digital chegar.

Blockchain regulada é eficiência com confiança. O BCE sabe disso. A questão é se consegue chegar antes que o mercado privado defina as regras do jogo sem ele.


Ásia — Três grandes bancos japoneses anunciam stablecoin conjunta. Coreia propõe o “livro-razão único”.

O MUFG, o SMBC e o Mizuho Bank — os três maiores bancos do Japão por ativos — anunciaram que vão emitir stablecoins em iene japonês em conjunto durante o ano fiscal de 2026. Os três estão realizando testes piloto com a FSA desde novembro de 2025, com foco em liquidação de ativos tokenizados e pagamentos transfronteiãos. Um organismo consultivo conjunto será criado para estudar os modelos operacionais. O Japão adota uma abordagem de banco em primeiro lugar: apenas bancos, corretoras autorizadas e certas prestadoras de serviços de transferência de fundos podem emitir stablecoins, garantindo integração ao sistema de supervisão prudencial existente.

Em 1º de julho de 2026, o governador do Banco da Coreia, Shin Hyun-song, apresentou uma proposta formal no Fórum do BCE realizado em Sintra, Portugal: um modelo de “livro-razão único” (unified ledger — uma plataforma digital onde diferentes tipos de dinheiro e ativos financeiros coexistem e se liquidam diretamente) em que o dinheiro digital institucional e os depósitos privados dos bancos comerciais se liquidariam numa mesma infraestrutura, ancorada na confiança do banco central. A proposta posiciona o modelo como uma alternativa que fortalece o sistema monetário público, em vez de abrir espaço para stablecoins privadas assumirem a função de liquidação.

Em Hong Kong, a Autoridade Monetária (HKMA — Hong Kong Monetary Authority) confirmou ao Conselho Legislativo que as duas stablecoins reguladas — do HSBC e da Anchorpoint Financial, licenciadas em abril de 2026 — têm previsão de lançamento ainda neste semestre. A HKMA continua conduzindo avaliações com os demais candidatos das 36 solicitações recebidas, mas o número total de licenças deverá permanecer limitado mesmo em rodadas futuras.


🇧🇷 Brasil — BCB propõe retenção de 24h em remessas cripto. R$ 1,13 trilhão em stablecoins revelam por que o regulador age.

Em 26 de junho de 2026, em reunião com associações que representam empresas de criptoativos, o Banco Central do Brasil (BCB) reacendeu o debate sobre o tratamento cambial dos ativos virtuais ao adotar duas medidas que atingem diretamente operações com criptoativos: a suspensão de estruturas usadas por fundos de investimento para importar ativos virtuais e uma proposta de retenção cautelar de até 24 horas em remessas cripto ao exterior ou para carteiras autocustodiadas. A medida se aplica a operações com valor equivalente a US$ 10 mil ou mais — seja em uma única transferência, seja no somatório de operações do mesmo cliente no mesmo dia. O prazo para as associações enviarem manifestações ao BCB encerrou em 2 de julho de 2026, com vigência prevista para outubro.

A lógica do BCB é a mesma que já orienta as Resoluções 519, 520 e 521: após a saída dos recursos do perímetro regulado, o monitoramento se torna mais difícil. A retenção de até 24 horas funcionaria como um período de verificação antes da liberação — não uma proibição, mas uma janela cautelar para checagem de conformidade, com possibilidade de liberação antecipada se a instituição considerar a operação segura com base em suas políticas internas de risco. A ABcripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia) respondeu formalmente ao BCB pedindo a suspensão da proposta, argumentando que a retenção eliminaria a principal vantagem das stablecoins — a liquidação quase instantânea — e poderia estimular a migração de usuários para exchanges estrangeiras e plataformas de finanças descentralizadas fora do alcance do regulador.

Os números revelados pelo Ministério da Fazenda em início de julho de 2026, com base em dados da Receita Federal, explicam por que o BCB age: no acumulado até dezembro de 2025, foram declaradas cerca de R$ 1,58 trilhão em operações com criptoativos no Brasil desde agosto de 2019. Desse total, R$ 1,13 trilhão — 72% — passaram por stablecoins. Em termos práticos: um trilhão de reais circulou por um trilho onde o sistema financeiro tradicional não fatura spread, o BC não enxerga o câmbio em tempo real e a Receita corre atrás do reporte.

O dado também revela um ponto de tensão regulatória que ainda não tem resolução clara: para a Receita Federal, a stablecoin é um criptoativo — declarado com código próprio na ficha de Bens e Direitos, com ganho de capital tributado pelas regras gerais. Para o BCB, a conversão entre real e stablecoin de moeda estrangeira passou a ser tratada como operação de câmbio. São dois enquadramentos coexistindo sobre o mesmo ativo — e é essa sobreposição que exige atenção de quem opera volume relevante no mercado brasileiro.

Nesse cenário, a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) reconfirmou na Expert XP 2026 o lançamento de sua stablecoin em real ainda em 2026 — posicionada como infraestrutura de liquidação de ativos tokenizados dentro do perímetro regulado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do BCB. Em agosto, o Blockchain.RIO 2026 reúne nos dias 12 e 13, no ExpoRio, 13 trilhas de conteúdo sobre regulação, tokenização e stablecoins — incluindo a StableCon Brazil.

Na BBChain, compliance é diferencial competitivo. O Brasil tem agora um trilhão de razões para regular stablecoins com profundidade. E os números da Receita Federal provam que o mercado já está lá — com ou sem a blança regulatória pronta.


🌎 América Latina — US$ 324 bilhões em stablecoins em 2025. Região caminha para adotar stablecoin como padrão financeiro.

A América Latina processou US$ 324 bilhões em transações com stablecoins em 2025 — crescimento de 89% em relação ao ano anterior —, segundo o relatório The Stablecoins Surge, da OpenTrade. O Brasil responde sozinho por US$ 89 bilhões desse total. O USDT domina com 68% do mercado regional. Setenta e cinco por cento dos investidores institucionais latino-americanos já alocam em stablecoins.

A força motriz continua sendo estrutural: um mercado de remessas de US$ 142 bilhões anuais que está rapidamente abandonando as transferências tradicionais em favor de trilhos blockchain, e economias com inflação crônica — Argentina com 120% ao ano — que já usam stablecoins como substituto prático do dólar físico. Especialistas projetam que stablecoins podem se tornar o padrão financeiro dominante na América Latina em até cinco anos.

Dez países já possuem alguma forma de regulação para ativos virtuais. O Brasil lidera com o marco mais abrangente da região. Colômbia, Peru, Panamá e Uruguai seguem elaborando suas leis de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais. No Peru, o prazo da Travel Rule do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI — organismo que define padrões globais de combate à lavagem de dinheiro) é agosto de 2026. A regra exige que toda empresa que presta serviços com ativos digitais repasse informações sobre quem envia e quem recebe em transações acima de determinados limites — o mesmo padrão que o Brasil já implementou.

Integração sem atritos é o futuro do sistema financeiro. E a América Latina já está construindo esse futuro — com ou sem o respaldo dos reguladores locais.

Dez dias. É o que resta até o Congresso americano entrar em recesso. O CLARITY Act vai passar ou não nessa janela — e o mercado já começou a se preparar para os dois cenários. Mas enquanto Washington decide, Toquio anuncia, Amsterda licencia e São Paulo construí. O dinheiro digital não está esperando nenhum Congresso.

— André Carneiro, CEO BBChain

 

Fontes desta edição:

Solana Compass — Bessent says CLARITY Act is at the ‘1-yard line’, 21 jul 2026 https://solanacompass.com/news/bessent-says-clarity-act-is-at-the-1-yard-line-as-senate-eyes-vote-this-week

CryptoTimes — CLARITY Act Timeline: Senate vote, August deadline, 24 jul 2026 https://www.cryptotimes.io/2026/05/14/clarity-act-vote-timeline-what-happens-next/

Tech-Insider — CLARITY Act Status 2026: Where Crypto Regulation Stands, 24 jul 2026 https://tech-insider.org/clarity-act-2026-status/

Disruption Banking — CLARITY Act Text Drops: No Democrats on Board and 60 Votes to Find, 17 jul 2026 https://www.disruptionbanking.com/2026/07/17/clarity-act-text-drops-today-no-democrats-on-board-and-60-votes-to-find/

TechTimes — CLARITY Act Heads to Federal Hall With Senate Vote in Doubt, 15 jul 2026 https://www.techtimes.com/articles/320563/20260715/clarity-act-heads-federal-hall-senate-vote-doubt-after-ethics-impasse.htm

Crypto.news — CLARITY Act faces Senate vote despite 60-vote gap, 25 jul 2026 https://crypto.news/clarity-act-faces-senate-vote-despite-60-vote-gap/

Latham & Watkins — US Crypto Policy Tracker: Legislative Developments, jul 2026 https://www.lw.com/en/us-crypto-policy-tracker/legislative-developments

CaixaBank / Qivalis — Euro stablecoin launch H2 2026, 26 jun 2026 https://www.caixabank.com/en/headlines/news/qivalis-joint-venture-of-a-european-banking-consortium-to-launch-euro-stablecoin-in-the-second-half-of-2026

Forbes — Euro Stablecoins Are Scaling While The Digital Euro Waits On Brussels, 4 jun 2026 https://www.forbes.com/sites/digital-assets/2026/06/04/euro-stablecoins-are-scaling-while-the-digital-euro-waits-on-brussels/

WuBlockchain — Japanese Banks to Issue Stablecoin, HK Regulated Stablecoin Coming Mid-year, 14 jun 2026 https://wublock.substack.com/p/asias-weekly-top10-crypto-news-japanese

Asia Stablecoin Newsletter — Bank of Korea Governor Shin presents Unified Ledger at ECB Forum, 1 jul 2026 https://asiastablecoin.substack.com/p/the-next-chapter-for-stablecoin-asa-4af

HKMA — Granting of stablecoin issuer licences (HSBC e Anchorpoint), 10 abr 2026 https://www.hkma.gov.hk/eng/news-and-media/press-releases/2026/04/20260410-4/

Spark — Asia’s Stablecoin Strategy: Singapore, Japan and Hong Kong, 31 mai 2026 https://www.spark.money/research/stablecoin-asia-market-overview

Exame — BC propõe retenção de transações com stablecoins por 24 horas, 26 jun 2026 https://exame.com/future-of-money/bc-propoe-retencao-de-transacoes-com-stablecoins-por-24-horas-e-da-ate-2-de-julho-para-manifestacoes/

CoinTelegraph Brasil — Banco Central quer reter stablecoins por 24h antes de liberar, 26 jun 2026 https://cointelegraph.com.br/news/central-bank-orders-hold-stablecoins-for-24-hours

Exame — ABcripto pede que BC suspenda proposta de reter stablecoins por 24 horas, jul 2026 https://exame.com/future-of-money/abcripto-pede-que-bc-suspenda-a-proposta-de-reter-stablecoins-por-24-horas/

Blue Consult — Trava de 24 horas nas stablecoins: o que muda, jul 2026 https://blueconsult.com.br/trava-24-horas-stablecoins/

Let’s Money — B3 prepara stablecoin de real para tokenizar ativos (Expert XP 2026), jul 2026 https://www.letsmoney.com.br/noticias/b3-b3rl-stablecoin-real-tokenizacao/

CoinTelegraph Brasil — Blockchain.RIO 2026: evento principal nos dias 12 e 13 de agosto, 15 jul 2026 https://cointelegraph.com.br/news/from-pix-to-stablecoins

BPMoney — Stablecoins podem virar padrão na América Latina em 5 anos, 23 mai 2026 https://bpmoney.com.br/mercado/cripto/stablecoins-padrao-america-latina-5-anos

MEXC Blog — Stablecoins in Latin America 2026: US$ 142B remittance market https://blog.mexc.com/news/stablecoins-in-latin-america-2026-142b-remittance-market-drives-adoption-boom/

Livecoins — Stablecoins se tornam infraestrutura financeira global, 13 jun 2026 https://livecoins.com.br/stablecoins-vao-alem-do-segmento-cripto-e-se-tornam-infraestrutura-financeira-global/

 

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